quinta-feira, 4 de março de 2010

Povos Medievais.


Na Idade Média, após a queda do Império Romano do Ocidente (476), vários povos já existentes na antiga Europa (povos bárbaros) passam a ocupar todo o território europeu como: os anglo saxões, bizantinos, lombardos, ostrogodos, suevos, visigodos, vândalos, francos, árabes e outros. Porém nem todos esses povos criaram grandes impérios e os que criaram e sobreviveram a acabaram formando reinos fortes que mais tarde tornaram países modernos na Idade Moderna.

Vejamos como alguns desses impérios surgiram:

Em 395 d.C. o imperador Teodósio divide o Império Romano em dois: o do oriente, com a capital em Constantinopla e do ocidente, com a capital em Roma. Porém, essa estratégia não deu certo, tendo em vista que Rómulo Augusto, imperador do ocidente, não resistiu ao líder germânico, Odoacro, era o fim do Império Romano do Ocidente, em 476 d.C. marcando o fim da Idade Antiga (Antiguidade Clássica).

Os Impérios Medievais:

Império Franco: teve o seu apogeu na dinastia carolíngia, tornando-se um grande império com Carlos Magno (768-814), que ampliou os domínios francos através de guerras, consolidando o poder de seu reino. Carlos Magno, com o intuito de obter apoio político e militar, distribuía as terras conquistadas nas guerras entre os nobres, porém em troca tinha que jurar fidelidade e apoio militar ao rei, prática que derivou no compromisso de suserania e vassalagem firmada entre os senhores feudais.

Os réis francos também eram aliados da Igreja Católica e essa aliança favorecia aos dois lados: o apoio do papa acabava fortalecendo o poder do rei, e por sua vez, o papado encontrou nos reis apoio militar e político contra os imperadores bizantinos e mais tarde, após o século VII, os árabes muçulmanos. Os francos tinham um forte carater cristão e acreditava-se que o imperador era escolhido por Deus. Com fortes traços feudais: a terra, o grande fator de riqueza e poder, onde os pequenos propietários procuravam proteção de um grande proprietário e onde já predominava o trabalho servil.

Império Bizantino (Império Romano do Oriente): o governante bizantino (balizeu) era o chefe de Estado (Cesar) e da Igreja (papa), por isso sua forma de governo foi denominada cesaropapismo. O fato de o Império Bizantino interferir diretamente no poder da Igreja faz com que exista uma ruptura entre ambos, com isso o povo bizantino passa a ser considerado Cristão Ortodoxo. O belizeu de maior destaque foi Justino, que governou de 527 a 565 e foi responsável pelo Código Justiniano, que tinha por base a administração do Estado. Em 1453 Constantinopla é invadida pelos turcos otomanos, fato que marca o fim do Império Romano do Oriente e da Idade Média dando início a Idade Moderna.

Império Árabe: na Arábia existiam duas civilizações basicamente, ao sul povos sedentários dedicados a agricultura e ao comércio, ao norte os beduinos, povos nômades que moravam no deserto, praticando o pastoreio. Por terem contato com os povos hebreus e com cristãos, passam a adotar uma divindade suprema, Alá, sedimentando o terreno para o islamismo, que será difundido por Maomé após o século VII d.C., que pregava Alá como Deus único e criador que tudo que existia. O islamismo defende a predestinação e a doutrina está formulada no Corão ou Alcorão, livro sagrado dos muçulmanos.

Podemos observar que no período entre a Antiguidade Clássica e a Idade Média existiram alguns impérios e povos, onde alguns se destacaram mais que outros. E os impérios que se destacaram, cada um com a sua cultura, sociedade, religião particulares, que no futuro vão interferir no surgimento dos Estados Modernos, nascidos no século XV, onde Portugal e Espanha foram um dos primeiros e serem formados e firmarem-se.

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